life:
Happiest looking owl, ever? A barn owl poses for LIFE’s Peter Stackpole in 1960. (Peter Stackpole—Time & Life Pictures/Getty Images)
Não que eu tenha pra lá de meus 30 anos. Nem ainda venci a crise dos 27. Mas me lembro do meus 23 anos. Dos meus 18 anos. Até dos meus 13. Do romance das salas de aula, escondidos atrás da porta de uma sala vazia no intervalo. Das brincadeiras de salada mista. Das cartinhas. Cadê? Cadê romance? “Eu gosto de você.” Dizia o moço jovem. Eu enrubescia. Tímida. “Quer ser minha menina?” Do pedido bonito do varão carioca. Eu aceitei. Com os olhos marejados. Porque era isso que tinha de ser. Sentimento. Hoje não. Fica nessa distância entre as almas. Os corpos não, mais uma vez. Os corpos estão juntos. Sabe-se onde fulana tem pinta e marca de nascença. Mas não sabe o que fulana é. O que pensa. O que sente. Virou uma descarga de tensão sexual. Os homens estão acostumados demais com a solitude das mulheres. E preferem ficar assim: nem chove nem molha. Num mormaço inerte. Onde não nascem histórias. Onde tudo é previsível demais para um frio na barriga. Cadê romance? Cadê?
(via collectivision)
(To postando aqui porque o link original, http://oesquema.com.br/olhometro/2013/06/13/nao-e-sobre-20-centavos-estupido/, está fora do ar.)Ontem eu acordei e, como faço todos os dias quando começo a trabalhar, abri os principais sites de notícias. A manchete do G1 era Fiança para…
Source: amiglimmering
Foi a invejosa que disse? A mãe? O ex-marido? Quem foi que disse? O que pelo amor de Deusinho? Ué, que mulher é bicho santo. É nada. Não é mais tem de ser. Ora pois. Ai daquela que tem vontade sexual. Sai pra lá. Corja safada! Disseram lá da parte de Dona Sinhá, de Caicó, que mulher certa não gosta de sexo não. Só faz pra agradar marido. E que se mostra busto e coxa é puta. Pois foi. É feio de dizer, mas é. Cícero contou que a outra além de safada gosta de dar o cu. Tem de levar pra ver isso aí. Acho que é doença. Pode menina? Diz que não pode de ter conversa com homem bonito nenhum, que fica com calor por debaixo da saia. Já viu coisa mais ridícula? Mulher certa é essa que constrói relacionamento. E sabe que homem bom é homem que coloca comida pra dentro de casa, e só. Avelino é casado com uma mulher que dá gosto. Já faz mais pra base de 30 anos. Cuida de filho, de casa, da janta como ninguém. Já passou por tantas a desgraçada e sempre assentiu. Bondosa que é. Mulher boa. A saia é pra depois do joelho e conversa com quem o homem dá direito. Não tem grandes vontades. Detesto mulher com desejo demais da vida. Manda mata essa porra de fêmea. Que só destrói lar. Quem foi que disse que mulher boa não pode levar uns de vez em quando pra ver se fica mansa? Que coisa. É pro aprendizado. É muito melhor assim Dona Santinha. Porque depois de 35 solteira o cão maldiz. Não faz mais filho nem que a porra. Fica na buraqueira do mundo dando trabalho pra quem já tá arranjado. Afe. Quem foi que disse que mulher tem que ter anseio menina? Tem é que agradecer o nosso Senhor Jesus a possibilidade de gerar um menino no buxo. E já tá de bom tamanho. Deus que me livre de filha minha falando de pau dos outros. Vô manter a minha cordeira. Que é pra se arranjar logo. Essa porra de liberdade feminina é coisa do diabo. Afe. [ Sinal da cruz ]
Source: bienenkiste
Mikko Kuorinki, “Wall Piece with 200 Letters” (2010-2011)
(via pods-)
bebi muito. ele sabia. abri a porta do apartamento dele com o corpo. me esfregando. encontrei ele na sala. com roupa escura. cabelo despenteado. cheiro de homem. quase não tivemos tempo para um oi. beijei a boca dele como se fosse a única e última coisa que eu fizesse em vida. eu era minha boca. deixei a língua escorregar pro meu pescoço. “não, pescoço não” - pensei. só pensei, claro. a minha vontade era engatinhar como uma pantera negra. com o dorso brilhante. esperando uma mordida sua. senti o tato da mão dele pelo meu corpo. apalpou o meu bumbum como um bicho sedento. arrastei ele para o quarto. a janela aberta. a meia luz. a cama ainda arrumada. deitei devagarinho. ele deslizou por cima de mim. o seu cheiro bagunçando os meus hormônios. a noite inteira é pouco.
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